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Beijo de rua

Foi na esquina, na curva
Onde não se via a vida real
Vai-se virar o mundo
Na via da vida

De um lado se esquecia
O que se passava
Para ver o que viria acontecer,
O que viria a ser

Selado o beijo do futuro
Um suspiro ofegante
Protegido ao olhar censurado
Entregue ao futuro incerto

Que ficaria marcado
Na frente do mercado
Um amor protegido
Prometido a eternidade

Ao coração curvado
Do sinal aberto
Para a travessia
Resistia ao que se dizia
Para ser o que queria
Somente amar, apenas beijar

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Vende-se flores mortas

Vende-se flores mortas Choro e gritos, em noites sem velha, nem velharia. Daqueles, que cavaram seus próprios túmulos, Tão fundo, quanto a alma daquele que cavou. Foi um só grito, Que será encaixado numa caixa de madeira, Amarrada em arrame farpado E cravadas em prego enferrujados. Faltará coveiro, Carregadores de caixões serão dispensados. Na caixa postal haverá vozes Que jamais serão escutadas. Incrédula, não conseguiu mais levar ninguém, Destruídas almas avisadas Corpos empilhados nas esquinas   Chefiadas em vida Toda flor carrega o estigma da morte, Quer seja da arrogância, quer seja despedida. A vala aberta sorriu sem máscara, À espera do último aconchego. De volta as partículas da existência. Que não foram cheiradas em vida Toda flor carrega o estigma da morte Quer seja da arrogância Quer seja despedida. Sobreviver é torna-se habite De corpos que não quero que me pertença. Flores com pétalas melancólicas ...

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