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Vô Imbolar


Imbola vô imbolá

Eu quero ver rebola bola

Você diz que dá na bolaNa bola você não dá

Quando eu nasci era um dia amarelo

Já fui pedindo chineloRede café caramelo


O meu pai cuspiu farelo

Minha mãe quis enjoar

Meu pai falou mais um bezerro desmamido

Meu deus que será bandidoSoldado doido varrido

Milionário desvalidoPadre ou cantor popular

Nem frank zappa nem jackson do pandeiro

Lobo bom e mau cordeiro

Mais metade que inteiro

Me chamei zeca baleiro

Pra melhor me apresentar

Nasci danado pra prender vida com clips

Ver a lua além do eclipseJá passei por bad trips

Mas agora o que eu queroÉ o escuro afugentar

Faz uma cara que se deu essa empreitada

Hoje a vida é emboladaBola pra arquibancada

Rebolei bolei e nada

Da vida desimbolá


Vô imbolá minha farra

Minha guitarra meu riff

Bob dylan banda de pifeLuiz gonzaga jimmy cliff

Poesia não tem donoAlegria não tem grife

Quando eu tiver cacifeVou-me embora pro recife

Que lá tem um sol maneiroFoi falando brasileiro

Que aprendi a imbolá

Eu vou pra luaEu vou pegar um aeroplano

Eu vou pra luaSaturno marte urano


Eu vou pra lua

Eu vou pegar um aeroplano

Eu vou pra lua

Saturno marte urano

Eu vou pra lua

Lá tem mais calor humano

Eu vou pra lua

Que o cinema americano


Zeca Baleiro

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Vende-se flores mortas Choro e gritos, em noites sem velha, nem velharia. Daqueles, que cavaram seus próprios túmulos, Tão fundo, quanto a alma daquele que cavou. Foi um só grito, Que será encaixado numa caixa de madeira, Amarrada em arrame farpado E cravadas em prego enferrujados. Faltará coveiro, Carregadores de caixões serão dispensados. Na caixa postal haverá vozes Que jamais serão escutadas. Incrédula, não conseguiu mais levar ninguém, Destruídas almas avisadas Corpos empilhados nas esquinas   Chefiadas em vida Toda flor carrega o estigma da morte, Quer seja da arrogância, quer seja despedida. A vala aberta sorriu sem máscara, À espera do último aconchego. De volta as partículas da existência. Que não foram cheiradas em vida Toda flor carrega o estigma da morte Quer seja da arrogância Quer seja despedida. Sobreviver é torna-se habite De corpos que não quero que me pertença. Flores com pétalas melancólicas ...

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