Pular para o conteúdo principal

Aos tolos embriagados pelo TAL_vez

A felicidade desorientou os (des)caminho.
Entre tanto faz de conta,
Não se levou em conta. 
Esqueceu-se de (re)colher o tempo
Manipulados por temp(l)os de engano
Cronos roubou o tempo dos humanos.
Enganando os tolos por uma promessa de eternidade.

Enganou-se quem pensou que era eterno.
Construíu castelos de enganos
E esqueceu em viver a sombra da meia noite, 
Afugentado-se num sol do (a)manhã que não chegou.

Quando despertou
Já não era mais nem dia, nem noite. 
Era apenas passado,
Restando apenas um beijo de (a)Deus.

Perdeu-se o sabor da luz que brilhou no amanhecer, 
Porque estava contemplando a sombra de uma realidade que não suportava.

Abortou-se a fertilidade do broto em ser aquilo que poderia ter sido.
Restou apenas um poderia ter sido
Um apelo em engravidar-se novamente.
Um choro de clamor a Afrodite
uma nova chance para fecundar 
Um novo dia... um novo sonho.

Seduzido pelo canto da sereia que não era nada, nem mulher, nem peixe, nem gente, nem vida.
Era apena um canto de ilusão.

Para distrair o doce fim da tarde que escorria num fechar de olhos.
As lágrimas encheram de significados
De um passado que não existe mais.
Ficou forjado no peito a ilusão daquilo que nunca existiu.

O útero secou sem engravidar 
Por não permitir gerar a filha da esperança
Por causa do medo
Em permitir nascer um novo eu.

Resta espalhar o fermento da esperança, Para que o tempo perdido
Se transforme em (se)mente
Para recuperar a insuportável perda das horas.
O tempo se foi, já não se é mais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vende-se flores mortas

Vende-se flores mortas Choro e gritos, em noites sem velha, nem velharia. Daqueles, que cavaram seus próprios túmulos, Tão fundo, quanto a alma daquele que cavou. Foi um só grito, Que será encaixado numa caixa de madeira, Amarrada em arrame farpado E cravadas em prego enferrujados. Faltará coveiro, Carregadores de caixões serão dispensados. Na caixa postal haverá vozes Que jamais serão escutadas. Incrédula, não conseguiu mais levar ninguém, Destruídas almas avisadas Corpos empilhados nas esquinas   Chefiadas em vida Toda flor carrega o estigma da morte, Quer seja da arrogância, quer seja despedida. A vala aberta sorriu sem máscara, À espera do último aconchego. De volta as partículas da existência. Que não foram cheiradas em vida Toda flor carrega o estigma da morte Quer seja da arrogância Quer seja despedida. Sobreviver é torna-se habite De corpos que não quero que me pertença. Flores com pétalas melancólicas ...

De Costa para o mundo

Não será estranho enxergar Através do olhos dos cegos. Olhos vendados  Permite sentir  Cegueira salva A inlucidez do olhar De ver além  Ofuscado pelo excesso de luz Olhar para dentro Expurgar a sensibilidade  De dentro para fora Sentir de fora para dentro  Excesso de olhar, Causa cegueira. Ausência de luz, Causa lucidez  "Defeitos" são efeitos Transportador de compreensão  Que os "normais", Não são capazes de perceber. Cegos -- são aqueles que enchergam aquilo que o olhos não veem.

pare o pausa

Na minha época, De portas fechadas era um horror. Era onde escondia as coisas terríveis. E agora, É normal. Na rua é proibido ficar. Vamos viver entre quatro paredes. De volta ao refúgio. Segue a vida Sem descanso Não para De viver Jogo online não tem pausa.