Entre olhares, visto e não visto.
Entre o visível e o invisível,
me permiti cruzar o seu caminho
na invisibilidade do impossível.
Eu até sabia que não podia te amar tanto.
Mas, entre tantos "sabia" e "não sabia",
preferi nem saber, apenas deixar acontecer.
Olhar para você foi me ver neste mundo,
onde tudo aparece, mas nem tudo é visto.
Onde tudo quero, mas nada preciso.
É nessa metáfora do impossível
que deixei você habitar o meu mundo
e você me permitiu habitar o seu imaginário.
E assim, nos tornamos habitantes
de um mesmo universo mágico,
onde, por alguns minutos,
compartilhamos o mesmo ar,
o mesmo instante,
onde nossas linhas de alma se cruzaram
e agora cada uma precisa seguir seu destino.
Tanto quem ama, quanto o próprio universo,
vivem de infinito.
E assim será.
E quem sabe, nessa expansão,
nossas almas voltem a se abraçar.
Ativar a memória olfativa
é a arte de acalmar a ausência
daquilo que persiste em permanecer.
Sinto no meu olfato a lembrança
do aroma da pele que não se apaga,
mas que insiste em ocupar o lugar
que lhe pertence para a eternidade.
Aromas não se substituem,
ganham forma de alma.
Eu queria não sentir falta,
mas me faz falta.
"Aqueles que passam por nós não vão sós,
não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós."
"Don't worry about a thing
'Cause every little thing
Gonna be all right."
(Bob Marley)
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