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No alto do prédio...


Perto do céu, do seu ser,
O vento é uma companhia.
Olhar de cima à baixo,
Abaixo do olhar um submundo.


A forma ganhou o olhar,
Daqueles que não enxergava-o.
O homem não é visto,
Sua obra encobriu o olhar.

Limitação do olhar cravada,
Em cimento e tijolos.
“Não me vê, nem me viu,
Sou a neblina do teu olhar”.

Se não me vê,
Minha será tua vista.
Ao chegares, já não estareis.
Estarei em outro, eu sou minha obra.

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