Oi me diga quem és Acho que sou a busca Vim de não sei onde Talvez de cartas e dizeres Ruas e olhares Distâncias próximas Vida breve muito longa Um estar-se perto e não tocar Um estar-se longe e não falar Mas agora moro aqui Dentro do coração Às vezes dormente Ou como um furacão É quando a lua me acorda Lua, de céu e estrelas Às vezes acordo com palavras Outras vezes na falta de dizeres Ainda não sei quem sou Em que céu estou Para que estrela olhar Mas alguém me chamou e me saudou de Saudades Valter Rodrigues |
Verão de Carnaval Teu riso é maresia, tua voz, melodia no vento, foram dias de sol e riso, instantes que viraram tempo. Entre olhares e toques, entre palavras e abraços, descobri que o agora é grande e cabe inteiro em nossos laços. Não sei o que o destino escreve, nem se há páginas por virar, mas sei que há encontros raros que a vida faz questão de guardar. Foi breve, mas foi intenso, foi troca, foi aprendizado, um pedaço bonito da história que o tempo ainda pode contar. Se o futuro nos trouxer de novo, seja como for, que seja bem, mas se formos só lembrança, que seja doce também.
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