Oi me diga quem és Acho que sou a busca Vim de não sei onde Talvez de cartas e dizeres Ruas e olhares Distâncias próximas Vida breve muito longa Um estar-se perto e não tocar Um estar-se longe e não falar Mas agora moro aqui Dentro do coração Às vezes dormente Ou como um furacão É quando a lua me acorda Lua, de céu e estrelas Às vezes acordo com palavras Outras vezes na falta de dizeres Ainda não sei quem sou Em que céu estou Para que estrela olhar Mas alguém me chamou e me saudou de Saudades Valter Rodrigues |
Vende-se flores mortas Choro e gritos, em noites sem velha, nem velharia. Daqueles, que cavaram seus próprios túmulos, Tão fundo, quanto a alma daquele que cavou. Foi um só grito, Que será encaixado numa caixa de madeira, Amarrada em arrame farpado E cravadas em prego enferrujados. Faltará coveiro, Carregadores de caixões serão dispensados. Na caixa postal haverá vozes Que jamais serão escutadas. Incrédula, não conseguiu mais levar ninguém, Destruídas almas avisadas Corpos empilhados nas esquinas Chefiadas em vida Toda flor carrega o estigma da morte, Quer seja da arrogância, quer seja despedida. A vala aberta sorriu sem máscara, À espera do último aconchego. De volta as partículas da existência. Que não foram cheiradas em vida Toda flor carrega o estigma da morte Quer seja da arrogância Quer seja despedida. Sobreviver é torna-se habite De corpos que não quero que me pertença. Flores com pétalas melancólicas ...
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