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Sexo Oposto

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Vende-se flores mortas

Vende-se flores mortas Choro e gritos, em noites sem velha, nem velharia. Daqueles, que cavaram seus próprios túmulos, Tão fundo, quanto a alma daquele que cavou. Foi um só grito, Que será encaixado numa caixa de madeira, Amarrada em arrame farpado E cravadas em prego enferrujados. Faltará coveiro, Carregadores de caixões serão dispensados. Na caixa postal haverá vozes Que jamais serão escutadas. Incrédula, não conseguiu mais levar ninguém, Destruídas almas avisadas Corpos empilhados nas esquinas   Chefiadas em vida Toda flor carrega o estigma da morte, Quer seja da arrogância, quer seja despedida. A vala aberta sorriu sem máscara, À espera do último aconchego. De volta as partículas da existência. Que não foram cheiradas em vida Toda flor carrega o estigma da morte Quer seja da arrogância Quer seja despedida. Sobreviver é torna-se habite De corpos que não quero que me pertença. Flores com pétalas melancólicas ...

De Costa para o mundo

Não será estranho enxergar Através do olhos dos cegos. Olhos vendados  Permite sentir  Cegueira salva A inlucidez do olhar De ver além  Ofuscado pelo excesso de luz Olhar para dentro Expurgar a sensibilidade  De dentro para fora Sentir de fora para dentro  Excesso de olhar, Causa cegueira. Ausência de luz, Causa lucidez  "Defeitos" são efeitos Transportador de compreensão  Que os "normais", Não são capazes de perceber. Cegos -- são aqueles que enchergam aquilo que o olhos não veem.

pare o pausa

Na minha época, De portas fechadas era um horror. Era onde escondia as coisas terríveis. E agora, É normal. Na rua é proibido ficar. Vamos viver entre quatro paredes. De volta ao refúgio. Segue a vida Sem descanso Não para De viver Jogo online não tem pausa.