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Um instante...

Nada pode ser mais que perfeito.
Nada foi, é ou será melhor do que é.
Tudo está no seu lugar,
Tudo foi no tempo exato,
Na medida certa,
E do melhor modo possível.

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Verão de Carnaval

 Verão de Carnaval  Teu riso é maresia, tua voz, melodia no vento, foram dias de sol e riso, instantes que viraram tempo. Entre olhares e toques, entre palavras e abraços, descobri que o agora é grande e cabe inteiro em nossos laços. Não sei o que o destino escreve, nem se há páginas por virar, mas sei que há encontros raros que a vida faz questão de guardar. Foi breve, mas foi intenso, foi troca, foi aprendizado, um pedaço bonito da história que o tempo ainda pode contar. Se o futuro nos trouxer de novo, seja como for, que seja bem, mas se formos só lembrança, que seja doce também.

Vende-se flores mortas

Vende-se flores mortas Choro e gritos, em noites sem velha, nem velharia. Daqueles, que cavaram seus próprios túmulos, Tão fundo, quanto a alma daquele que cavou. Foi um só grito, Que será encaixado numa caixa de madeira, Amarrada em arrame farpado E cravadas em prego enferrujados. Faltará coveiro, Carregadores de caixões serão dispensados. Na caixa postal haverá vozes Que jamais serão escutadas. Incrédula, não conseguiu mais levar ninguém, Destruídas almas avisadas Corpos empilhados nas esquinas   Chefiadas em vida Toda flor carrega o estigma da morte, Quer seja da arrogância, quer seja despedida. A vala aberta sorriu sem máscara, À espera do último aconchego. De volta as partículas da existência. Que não foram cheiradas em vida Toda flor carrega o estigma da morte Quer seja da arrogância Quer seja despedida. Sobreviver é torna-se habite De corpos que não quero que me pertença. Flores com pétalas melancólicas ...