Verão de Carnaval Teu riso é maresia, tua voz, melodia no vento, foram dias de sol e riso, instantes que viraram tempo. Entre olhares e toques, entre palavras e abraços, descobri que o agora é grande e cabe inteiro em nossos laços. Não sei o que o destino escreve, nem se há páginas por virar, mas sei que há encontros raros que a vida faz questão de guardar. Foi breve, mas foi intenso, foi troca, foi aprendizado, um pedaço bonito da história que o tempo ainda pode contar. Se o futuro nos trouxer de novo, seja como for, que seja bem, mas se formos só lembrança, que seja doce também.
Entre olhares, visto e não visto. Entre o visível e o invisível, me permiti cruzar o seu caminho na invisibilidade do impossível. Eu até sabia que não podia te amar tanto. Mas, entre tantos "sabia" e "não sabia", preferi nem saber, apenas deixar acontecer. Olhar para você foi me ver neste mundo, onde tudo aparece, mas nem tudo é visto. Onde tudo quero, mas nada preciso. É nessa metáfora do impossível que deixei você habitar o meu mundo e você me permitiu habitar o seu imaginário. E assim, nos tornamos habitantes de um mesmo universo mágico, onde, por alguns minutos, compartilhamos o mesmo ar, o mesmo instante, onde nossas linhas de alma se cruzaram e agora cada uma precisa seguir seu destino. Tanto quem ama, quanto o próprio universo, vivem de infinito. E assim será. E quem sabe, nessa expansão, nossas almas voltem a se abraçar. Ativar a memória olfativa é a arte de acalmar a ausência daquilo que persiste em permanecer. Sinto no meu olfa...